segunda-feira, 24 de agosto de 2009

PERIGOS DA DESIDRATAÇÃO



Os perigos da desidratação

O Verão está chegando, e com ele as ameaças gêmeas do calor e umidade. Correr no calor pode rapidamente levar à desidratação, a qual está no topo do ranking dos piores inimigos dos corredores ao lado de dobermans bravos. Desidratação prejudica sua performance e diminui sua capacidade de recobrar-se para o próximo treino. Continuar a correr quando estiver desidratado pode levar à exaustão pelo calor e morte.

Para entender melhor os perigos da desidratação, vamos dar uma olhada a o que acontece no organismo quando você corre em um dia quente. Primeiro, seu corpo automaticamente manda mais sangue para a pele para o esfriamento pela evaporação, deixando menos sangue rico em oxigênio para seus músculos das pernas. Segundo, quanto mais calor estiver, mais você transpira, e mais o volume sanguíneo diminui. Menos sangue retorna ao seu coração, então ele bombeia menor quantidade de sangue por contração. Desta forma, a sua freqüência cardíaca precisa aumentar para bombear a mesma quantidade de sangue. O resultado é que você não pode manter um ritmo tão rápido em um dia quente.

O pior de tudo, desidratação tende a pegá-lo desprevenido. Se você repor um pouco menos de fluidos do que perde a cada dia, depois de alguns dias estará correndo mal e não saberá porque. Larry Armstrong, Ph.D., fisiologista do exercício e maratonista, induziu desidratação equivalente a 2% do peso corporal em corredores e observou uma queda de 6% na velocidade entre 5 km e 10 km. Isso significa queda de 3% na performance para cada perda de 1% no peso corporal devido à desidratação.

Não é incomum perder de 1,3 a 1,8kg de água por hora ao correr em um dia quente. A essa taxa, depois de 2 horas um corredor de 68kg poderia perder de 2,6 a 3,6kg, representando perda de 4-5% no peso corporal e decréscimo de 10-15% na performance. Isso é em torno de 1 minuto extra a cada 1,5 km. Porém, perder mais que 4-5% do peso corporal pode ocasionar danos ainda mais sérios para seu organismo.

Prevenindo a Desidratação

Caso você esteja correndo em temperaturas acima de 21 graus, ou 15 graus se a umidade for alta, manter-se apropriadamente hidratado pode ser um desafio. Você precisa de uma estratégia, nos dias quentes, para prevenir a desidratação e minimizar os efeitos acumulativos de correr no calor.

Antes dos treinamentos e corridas, concentre-se em beber quantidade suficiente de fluidos para assegurar que esteja completamente hidratado. Não se baseie no mecanismo do organismo de alerta através da sede, já que este é imperfeito. Você também não pode somente sentar-se e beber dois litros de fluidos de uma vez e achar que estará totalmente hidratado. Leva tempo para os tecidos do corpo absorverem os fluidos. O American College of Sports Medicine recomenda beber em torno de meio litro de fluidos em aproximadamente 2 horas antes do exercício para ajudar a assegurar que esteja adequadamente hidratado e ter tempo de eliminar o excesso de água. Bebidas contendo sódio são mais prontamente absorvidas pelo corpo.

O quanto você deve beber durante suas depende do calor e umidade, e a quantidade de quilômetros que está correndo. A quantidade máxima que você deve beber é aquela que pode ser esvaziada do seu estômago. Estudos têm mostrado que a maioria dos estômagos dos corredores somente pode esvaziar em torno de 170-200 gramas de fluidos a cada 15 minutos durante a corrida. Caso você beba mais do que isso, o fluido extra apenas ficará pulando no seu estômago e não dará qualquer benefício adicional. Porém, você pode ser capaz de lidar com mais ou menos do que a média, então experimente o quanto de fluidos seu estômago irá tolerar.

Pese-se antes e depois de correr, calcule o quanto perdeu, e então beba fluidos com o objetivo de voltar ao peso normal. Seu sangue e outros fluidos ajudarão a remover os produtos residuais e levar nutrientes aos tecidos para reparo. Repor os fluidos perdidos o mais cedo possível depois de correr acelerará sua recuperação.

O que beber

Há duas ótimas opções: água e bebidas com carboidratos. Nada supera água para pura hidratação. A vantagem das bebidas com aproximadamente 4-6% de carboidratos é que elas são absorvidas tão rapidamente quanto a água e ainda provêm energia. Os carboidratos podem ajudar sua performance durantes treinos e competições de durem mais de 1 hora. Bebidas contendo os níveis corretos de sódio são absorvidas mais rapidamente e previnem a desidratação. Você deve evitar bebidas com cafeína, como café, chás e refrigerantes tipo cola, porque a cafeína é um diurético e o deixa mais desidratado do que antes. De forma similar, cerveja e outras bebidas alcoólicas podem acalmar seus nervos, porém são contra-produtivas para a hidratação. Caso você tome bebidas com cafeína ou álcool, beba mais água para equilibrar o efeito desidratante.

Você consegue ingerir fluidos suficientes para prevenir a desidratação em um dia quente?

Vamos examinar isso. Transpiração versus ingestão. Em um dia quente você pode perder de 1,8 a 2,3kg de água por hora quando corre. Nós já estimamos que seu estômago pode absorver aproximadamente um pouco menos de 900 gramas por hora. Isso deixa um déficit de 0,9-1,4kg por hora. Você não consegue beber o suficiente para mantê-lo hidratado, então quanto mais longa a corrida, maior será o déficit.

Encare a corrida no Verão como um desafio da natureza. Seja flexível com seu programa de treinamento. Corra em um horário no qual o calor seja menos severo, e esteja preparado para enfrentar os fatos fisiológicos. Em um dia quente e úmido, diminua seu ritmo desde o começo ao invés de esperar que o seu corpo o force a fazer isso. Ao usar o bom-senso e mantendo-se bem hidratado, você pode aproveitar de forma segura a corrida durante o Verão.

SORO CASEIRO


O que é soro caseiro

O soro caseiro é uma forma simples, barata e eficiente de tratamento para desidratação associada à diarréia, particularmente gastroenterites como as causadas por cólera ou rotavírus. O soro caseiro é constituído de uma solução de sais e açúcares que são administrados oralmente. Soro caseiro é usado em todo o mundo, sendo mais importante em países em desenvolvimento onde salva milhões de crianças da morte por diarréia -- a segunda maior causa de mortes em crianças de menos de 5 anos de idade.

Componentes do soro caseiro pela UNICEF e OMS

A UNICEF e OMS mantêm em conjunto normas oficiais sobre os componentes de pacotes de soro caseiro. Essas normas, usadas para produção comercial de soro caseiro, são:
Para cada 1 litro de preparação, a solução de soro deve conter:
* 2,6 gramas de cloreto de sódio (NaCl).
* 2,9 gramas de citrato de sódio.
* 1,5 gramas de cloreto de potássio.
* 13,5 gramas de glicose anidra.

Há recomendação de adicionar de suplementação de zinco para controle da diarréia, particularmente para crianças. Embora o magnésio seja ingrediente comum em preparações comerciais, ele não faz parte das normas da UNICEF e OMS.

Fórmulas alternativas de soro caseiro

Embora existam vários produtos comerciais, uma fórmula que pode ser feita em casa de soro caseiro consiste em 8 colheres de chá de açúcar de mesa (sacarose) e 1 colher de chá de sal de cozinha, misturados a 1 litro de água fervida. Frutose ou adoçantes não devem substituir o açúcar da fórmula do soro caseiro. Metade de um copo de suco de laranja ou metade de uma banana amassada pode ser adicionado para cada litro, a fim de adicionar potássio e melhorar o gosto. Essa fórmula do soro caseiro é preferível aos isotônicos para esportistas (como o Gatorade), os quais são formulados para reidratar pessoas com saúde e por isso contêm muito mais açúcar e menos eletrólitos.

Uso do soro caseiro

Adultos e crianças com desidratação que não estão vomitando podem beber soro caseiro em adição à dieta normal. Pessoas que estão vomitando devem ser alimentadas com pequenas quantidades freqüentes de soro caseiro até resolver a desidratação. Uma vez reidratadas, elas podem voltar a comer alimentos normais quando a náusea passar. Vômito não significa que o soro caseiro não possa ser dado. Desde que mais fluidos entrem do saiam, a reidratação pode ser conseguida.

Soro caseiro e fisiologia

O soro caseiro é considerado o melhor método para combater desidratação causada por diarréia e/ou vômito. Várias doenças podem danificar o intestino, permitindo que água flua do sangue para dentro do intestino esgotando o organismo de fluidos e eletrólitos. No corpo humano a água é absorvida e secretada passivamente, ela segue os movimentos dos sais em um princípio chamado osmose. Então, em muitos casos, a diarréia é causada pela secreção de sais (principalmente sódio) das células do intestino e fluido de água passando por elas.

Simplesmente beber água pode não ser eficiente para reidratação porque é preciso repor os sais. Porém, foi descoberto que o corpo pode absorver solução simples contendo açúcar e sal, o soro caseiro. A reidratação pode ser conseguida bebendo freqüentemente pequenas porções de soro caseiro. É importante fazer a reidratação com soluções que contêm eletrólitos, especialmente sódio e potássio. O açúcar é essencial para melhorar a absorção de eletrólitos e água. O soro caseiro não visa parar a diarréia, mas sim evitar a desidratação até que a doença passe. FONTE
www.copacabanarunners.net

segunda-feira, 3 de agosto de 2009

PRISÃO DE VENTRE OU INTESTINO PRESO


Atletismo e Saúde

Prisão de ventre ou intestino preso

O que é prisão de ventre ou intestino preso

A prisão de ventre ou intestino preso (termos populares para a constipação e obstipação) são definidos quando a pessoa evacua menos de três vezes por semana. Na prisão de ventre as fezes geralmente ficam duras, secas, pequenas e difíceis de eliminar. Algumas pessoas com intestino preso acham dolorido tentar evacuar, e freqüentemente experimentam sensação de inchaço e intestino cheio.

Algumas pessoas pensam que estão com intestino preso se não evacuarem todos os dias. Porém, a evacuação considerada normal pode ser de 3 vezes por dia a 3 vezes por semana, dependendo da pessoa. A prisão de ventre é um sintoma, não uma doença. Quase todas as pessoas experimentam prisão de ventre em algum ponto da vida, e dieta inadequada geralmente é a causa. A maior parte dos casos de prisão de ventre é temporária e não é séria. Entender as causas, prevenção e tratamento ajudará a maioria a obter alívio da prisão de ventre.

Causas da prisão de ventre ou intestino preso

As causas mais comuns da prisão de ventre são:
* Falta de fibras alimentares suficientes na dieta.
* Falta de atividade física, especialmente em idosos.
* Medicações.
* Síndrome do intestino irritável.
* Leite.
* Mudanças na rotina de vida, como gravidez e viagem.
* Abuso de laxantes.
* Ignorar as vontades de evacuar.
* Desidratação.
* Doenças e condições específicas como derrame.
* Problemas no cólon e reto.
* Problemas na função intestinal (constipação crônica idiopática).

Falta de fibras na dieta e prisão de ventre

Pessoas com dieta rica em fibras têm menos probabilidade de sofrer prisão de ventre. A causa mais comum de intestino preso é uma dieta com poucas fibras ou rica em gorduras como queijo, ovo e carne. As fibras ajudam a prevenir fezes duras e secas difíceis de evacuar. Na cultura ocidental moderna as pessoas comem muitos alimentos refinados e processados, nos quais as fibras naturais foram removidas.

Não ingerir líquido suficiente e prisão de ventre

Pesquisas mostram que embora o aumento na ingestão de líquidos não necessariamente ajude a aliviar a prisão de ventre, muitas pessoas encontram alívio ao evitar a desidratação. Líquidos adicionam fluidos ao cólon e volume às fezes, tornando-as mais macias e fáceis de passar no intestino. Pessoas com problema de intestino preso devem tentar beber líquidos (exceto álcool) todos os dias.

Falta de atividade física e intestino preso

A falta de atividade física pode ocasionar prisão de ventre, embora os médicos não saibam precisamente o por quê. Por exemplo, prisão de ventre freqüentemente ocorrer depois de acidente ou doença na qual a pessoa fica de cama sem se exercitar. Acredita-se que a falta de atividade físicia seja uma das razões para intestino preso em idosos.

Medicações e prisão de ventre

Algumas medicações podem causar prisão de ventre, como por exemplo:
* Remédios para a dor, especialmente narcóticos.
* Anti-ácidos que contêm alumínio e cálcio.
* Remédios para pressão alta.
* Medicação para mal de Parkinson.
* Antiespasmódicos.
* Antidepressivos.
* Suplementos de ferro.
* Diuréticos.
* Anticonvulsivantes.

Mudanças na rotina de vida e prisão de ventre

Durante a gravidez a mulher pode sofrer de prisão de ventre devido às alterações hormonais ou porque o útero comprime o intestino. O envelhecimento também afetada a regularidade do funcionamento do intestino, uma vez que metabolismo mais lento resulta em menor atividade intestinal e tônus muscular. Adicionalmente, pessoas muitas vezes ficam com intestino preso quando viajam, uma vez que ocorre alteração na sua dieta e rotina diária.

Uso abusivo de laxantes e prisão de ventre

A crença comum de que as pessoas devem evacuar todos os dias tem levado à auto-medicação com laxantes. Embora muitas pessoas encontrem alívio com o uso de laxantes, geralmente elas aumentam a dose com o passar do tempo porque os seus efeitos começam a diminuir com o uso repetitivo. Como resultado, o uso de laxantes pode se tornar um hábito e ocasionar a prisão de ventre.

Ignorar a necessidade de ir ao banheiro evacuar

Pessoas que ignoram a necessidade de evacuar podem eventualmente parar de sentir essa sensação, o que pode ocasionar prisão de ventre. Algumas pessoas postergam porque não querem usar banheiro fora de casa. Outras ignoram a necessidade de evacuar porque estão muito ocupadas.

Doenças específicas que podem causar intestino preso

Algumas doenças que causam prisão de ventre incluem desordens neurológicas, desordens metabólicas e endócrinas, e condições sistêmicas que afetam os sistemas do órgãos. Essas desordens podem retardar o movimento das fezes através do colón, reto ou ânus.

Prisão de ventre e problemas com o cólon e reto

Obstrução intestinal, tecido cicatrizado, diverticulose, tumores, estenose coloretal, doença de Hirschsprung ou câncer podem comprimir ou estreitar o intestino ou reto, causando prisão de ventre.

Identificação das causas da prisão de ventre

Os testes que os médicos fazem para identificar a causa da prisão de ventre dependem da sua duração e gravidade, idade do paciente, se há sangue nas fezes, mudanças recentes nos hábitos, e se ocorreu perda de peso. A maioria das pessoas com intestino preso não precisa de testes extensivos e podem ser tratadas com mudanças na dieta e exercícios.

Tratamento da prisão de ventre

Embora o tratamento dependa da causa, gravidade e duração da prisão de ventre, na maioria dos casos mudanças na dieta e estilo de vida ajudam a aliviar os sintomas e prevenir que voltem.

Dieta contra a prisão de ventre

Um dieta com fibra suficiente (20 a 35 grama por dia) ajuda o organismo a formar fezes macias e volumosas. Médico ou nutricionista podem ajudar a planejar uma dieta apropriada. Alimentos ricos em fibras incluem feijão, grãos integrais, cereais, frutas frescas, e vegetais como aspargo, couve, repolho e cenoura. Para pessoas com tendência a ter prisão de ventre também é importante limitar a ingestão de alimentos que têm pouca ou nenhuma fibra, como sorvete, queijo, carne, e alimentos processados.

Mudanças no estilo de vida para tratar e prevenir a prisão de ventre

Outras mudanças que podem ajudar a tratar e prevenir a prisão de ventre incluem beber fluidos suficientes para não ficar desidratado, praticar exercícios físicos diariamente, e reservar tempo suficiente para ir ao banheiro. Adicionalmente, a necessidade de evacuar não deve ser ignorada.

Laxantes e prisão de ventre

A maioria das pessoas com prisão de ventre moderada não precisa tomar laxantes. Porém, para aqueles que fizeram mudanças na dieta e estilo de vida, e ainda assim continuaram com o intestino preso, o médico pode receitar laxantes por um período curto de tempo.

Outros tratamentos para prisão de ventre

O tratamento para prisão de ventre pode ser direcionado para uma causa específica. Por exemplo, o médico pode recomendar descontinuar uma medicação ou fazer uma cirurgia para corrigir problemas anorretais, como prolapso retal. FONTE COPACABANA RUNNERS CORRIDA E SAÙDE

segunda-feira, 27 de julho de 2009

GRIPE SUÍNA EM CRIANÇAS


Gripe H1N1 em crianças

Escrito para o BabyCenter Brasil
Aprovado pelo Conselho Médico do BabyCenter Brasil

* Qual a diferença entre a gripe H1N1 e a gripe comum?
* A vacina contra a gripe protege contra a gripe H1N1?
* Como vou saber se é gripe comum ou gripe H1N1?
* Houve um caso na escola do meu filho. O que faço?
* Qual é o tratamento? Como vou saber se é grave?
* E se a mãe estiver com gripe H1N1, pode amamentar o bebê?
* Tem algum jeito de evitar a gripe suína?
* Por quanto tempo a criança fica contagiosa se tiver a gripe?
* Onde posso conseguir mais informações?


Qual a diferença entre a gripe H1N1 e a gripe comum?


Tanto a gripe comum como a gripe H1N1, que foi conhecida inicialmente como gripe suína, são transmitidas pelo vírus influenza. Existem vários subtipos desse vírus, que podem afetar tanto os seres humanos como os animais.

A gripe H1N1 é causada pelo vírus influenza A. Os vírus influenza (até do tipo A) causam gripes comuns em seres humanos todos os anos. Essas gripes comuns são chamadas de sazonais e são também classificadas como pandemias, a pandemia anual de influenza.

A diferença é que esta versão do influenza, a A/H1N1, até pouco tempo atrás só infectava animais, como os porcos, e assim os seres humanos não desenvolveram imunidade contra ela. Provavelmente houve uma mutação nesta variedade, permitindo a infecção humana a partir de suínos, assim como ocorreu com a gripe aviária.

Em princípio, pelo que vem sendo observado até agora pelos governos de todo o mundo e pela Organização Mundial da Saúde, a gripe H1N1 não é muito mais grave do que a gripe comum. O receio dos infectologistas é de que o vírus poderia sofrer mutações para formas mais agressivas, daí todo o cuidado em acompanhar a doença com atenção.

A vacina contra a gripe protege contra a gripe H1N1?

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Não, a vacina contra a gripe disponível nos postos de saúde e nas clínicas particulares não protege contra o A/H1N1. Mas vale lembrar que a aplicação da vacina sazonal contra o influenza é recomendada pela maioria dos médicos no caso de mulheres grávidas e bebês a partir dos 6 meses (a vacina é segura e não causa infecção ou a própria gripe).

A vacina contra a gripe comum evita que a doença se complique e se transforme em quadros mais graves, como a pneumonia.

Há ainda outros bons motivos para a vacinação o mais abrangente possível contra a gripe sazonal:

• quanto menor a circulação do vírus da gripe sazonal ou comum em concomitância com o vírus A/H1N1, menor a possibilidade de combinação ou mutação entre eles, o que poderia induzir ao aparecimento de outros tipos de vírus eventualmente mais graves.

• maior facilidade de diagnóstico para a gripe A/H1N1 em pessoas já vacinadas contra a gripe sazonal e que apresentam sintomas típicos de gripe (e não resfriado comum).

Como vou saber se é gripe comum ou gripe H1N1?


Os sintomas são os mesmos de qualquer gripe, mas os principais são:

• febre repentina de mais de 37,5 graus e tosse
• pode haver também cansaço, dor de cabeça, dor de garganta, dores musculares e nas articulações
• há casos com diarreia e dor abdominal

Os médicos vêm observando que na gripe H1N1 há mais tosse e menos coriza, mas isso pode variar bastante de pessoa para pessoa.

Se seu filho apresentar sintomas de gripe (febre, tosse), e principalmente se tiver tido contato com alguém doente, fale com o médico e explique a suspeita. Se o médico considerar necessário, pode medicá-lo ou pedir exames específicos.

Evite deixar seu filho num lugar com muita gente, se ele estiver com suspeita de gripe H1N1. Ao chegar à sala de espera, por exemplo, avise que se trata de suspeita de gripe suína para evitar que outras pessoas tenham contato com ele.

Houve um caso na escola do meu filho. O que faço?


Em primeiro lugar, procure se acalmar. Lembre-se que, assim como na gripe comum, a gripe suína normalmente se cura sozinha. Mantenha seu filho bem alimentado e bem hidratado, pois assim ele conseguirá combater melhor a doença se por acaso a pegar.

Fique de olho e, em caso de surgir febre, junto com tosse ou qualquer outro sintoma, procure atendimento médico (se possível telefone primeiro para o pediatra).

Caso seu filho tenha algum problema crônico de saúde, for imunodeprimido ou for especialmente sensível a infecções (o que pode acontecer com prematuros), avise o médico de que houve um caso próximo a ele, mesmo antes de surgirem os sintomas. Mantenha-o longe de aglomerações e capriche na amamentação, se ainda der o peito.

Qual é o tratamento? Como vou saber se é grave?


Os casos de gripe H1N1 estão sendo tratados na maioria em casa, não no hospital, a não ser que haja complicações respiratórias, doenças debilitantes ou quadros mais graves. Se seu filho estiver com suspeita de influenza A/H1N1, o médico vai pedir que você o mantenha em casa -- não o leve para a escola e não permita visitas, para evitar que outras pessoas peguem a gripe.

Quanto mais novo o bebê, maior é o nível de cuidados e atenção para que a doença não se complique. Procure deixar sua casa e o quarto bem ventilados, com janelas abertas para o ar circular.

Atenção aos sinais de alerta de complicações:

• criança ofegante
• falta de ânimo
• febre acima de 39 graus

Se você estiver em dúvida, procure um médico para mais informações. Mulheres grávidas com suspeita de H1N1 devem procurar assistência médica, porque o tratamento pode ser mais específico.

E se a mãe estiver com gripe H1N1, pode amamentar o bebê?


Sim, a mulher deve continuar amamentando o bebê, porque o leite materno ajudará a criança a combater o vírus. Ela pode usar uma máscara enquanto dá o peito, se preferir, dependendo da orientação médica. Os medicamentos antivirais eventualmente usados no tratamento parecem ser seguros para o bebê, mas é melhor perguntar para o médico que está cuidando do caso.

Caso a criança esteja com a gripe H1N1, a amamentação é positiva, porque o leite materno a mantém hidratada e é mais fácil de digerir. Além disso, mesmo que a mãe não esteja doente, pode ter desenvolvido anticorpos contra o vírus, que vão ajudar a criança a combatê-lo.

Tem algum jeito de evitar a gripe suína?


Infelizmente ainda não há vacina específica para o vírus H1N1, que provoca a chamada gripe suína, mas simples medidas de higiene podem ajudar.

São elas:

• Vírus e bactérias podem sobreviver por duas horas ou mais em superfícies como torneiras ou telefones. Por isso, lavar as mãos com frequência é uma medida que ajuda a evitar infecções de um modo geral. Lave as mãos do seu filho sempre que puder, e especialmente antes das refeições.

• Mantenha também as suas mãos bem limpas antes de lidar com o bebê. Sempre que você tossir ou espirrar, lave bem as mãos com sabonete e de preferência água morna. Esfregue os dois lados das mãos por ao menos 15 segundos e enxágue com bastante água. Caso você não tenha acesso a água e sabão na hora, carregue com você um gel anti-séptico à base de álcool para suas mãos, ou use lenços umedecidos. Não é aconselhável usar gel à base de álcool em crianças pequenas.

• Evite circular com crianças pequenas em ambientes de grande aglomeração de pessoas nas áreas afetadas pela doença.

• Mantenha a criança longe de pessoas gripadas em geral. Se a avó está espirrando e tossindo, é melhor não pegar o bebê no colo. Haverá muito tempo depois para aproveitar o netinho sem o risco de transmitir vírus.

• Se houver alguém com suspeita de gripe suína na sua família, mantenha-a em casa e siga as orientações médicas. Não mande uma criança com suspeita de gripe H1N1 para a escola.

• Não tussa ou espirre em suas mãos, porque elas podem ficar cobertas de vírus, que pode ser facilmente espalhado para outras pessoas. A recomendação é cobrir o nariz e a boca com papel higiênico ou lenço de papel ao espirrar ou tossir e depois jogá-los fora. Se não tiver um papel descartável à mão, cubra sua boca com o braço e espirre na manga. Muitos especialistas até acham esse método melhor que o papel, porque só de segurá-lo pode haver contaminação das mãos.

Por quanto tempo a criança fica contagiosa se tiver a gripe?


A partir do surgimento dos sintomas, a pessoa fica contagiosa por até uma semana. Esse período pode ser maior no caso de crianças bem pequenas. Por isso o melhor é deixar seu filho "de molho" em casa até obter o sinal verde do médico.

Onde posso conseguir mais informações?


Como as informações sobre o assunto mudam rapidamente, para saber detalhes e recomendações atualizados sobre a gripe A/H1N1 nas diferentes regiões do Brasil e em outros países, acesse o site do Ministério da Saúde.

Você também pode ligar para o Disque-Saúde (tel. 0800 61 1997).

Leia também sobre a gripe H1N1 em mulheres grávidas.

sábado, 25 de julho de 2009

ATAQUE DE PÂNICO




Ataque de Pânico

O que é ataque de pânico

O ataque de pânico é um de intenso medo e desconforto, geralmente repentino e durando não mais que 30 minutos. Os sintomas incluem tremor, falta de ar, palpitação cardíaca, suor, náusea, tontura, hiperventilação e parestesia (sensação de formigamento). A diferença mais notável em relação aos outros tipos de desordens de ansiedade é que os ataques de pânico são repentinos, parecem não ser provocados, e são geralmente desabilitantes. Uma crise de ataque de pânico é geralmente categorizada como um ciclo vicioso no qual os sintomas mentais elevam os sintomas físicos, e vice-versa.

A maioria dos que tem ataque de pânico terá outros. Pessoas que têm repetidos ataques, ou sentem ansiedade severa sobre ter outro ataque, são ditas como possuidores da desordem do pânico.

Sintomas do ataque de pânico

Os sintomas do ataque de pânico aparecem subitamente, sem qualquer causa aparente, e podem incluir:

* Freqüência cardíaca acelerada ou palpitações.
* Transpiração.
* Dores no peito.
* Tontura, náusea.
* Formigamento ou falta de sensibilidade nas mãos, face ou boca.
* Sensação de estar sonhando ou distorções de percepção.
* Percepção de que não está conectado ao corpo.
* Terror, sensação de que algo inimaginavelmente horrível está prestes a acontecer e que não tem poder para prevenir.
* Medo de perder o controle e fazer algo embaraçador ou ficar louco.
* Medo de morrer.
* Tremores.
* Choro.
* Sensação de peso.
* Diálogo interno alto.
* Exaustão.

Um ataque de pânico geralmente dura de 2 a 8 minutos e é umas das condições mais perturbadoras que a pessoas pode experimentar na sua vida. Ataques de pânico podem formar uma série de episódios que duram alguns minutos e somente terminam com a exaustão física e sono.

Tratamento da desordem do pânico

A desordem do pânico é potencialmente desabilitante, mas pode ser controlada com tratamentos específicos. O tratamento inclui medicamentos e um tipo de psicoterapia conhecida com Terapia Cognitiva-Comportamental, a qual ensina as pessoas sobre a natureza dos ataques de pânico, seus ciclos de pensamento negativo, e demonstra formas de interromper o processo de pânico.

Causas do ataque de pânico

Acredita-se que ataque de pânico esteja relacionado à hereditariedade, eventos estressantes, e forma de pensar que exagera reações relativamente normais do corpo. A causa exata da desordem do pânico é desconhecida e alvo de intensa investigação científica. Freqüentemente os primeiros ataques são engatilhados por doença física, grande estresse, ou certos medicamentos. FONTEwww.copacabanarunners.net

COMO TRATAR E CONTROLAR A ANSIEDADE


Como tratar e controlar a ansiedade

O que são transtornos de ansiedade generalizada

Pessoas com transtornos de ansiedade generalizada passam o dia cheias de preocupações e tensões exageradas, ainda que tenha pouca coisa ou nada provocando isso. Elas antecipam desastres e são profundamente preocupadas. Algumas vezes só pensar em viver o dia já produz ansiedade.

Os transtornos de ansiedade generalizada são diagnosticados quando a pessoa preocupa-se excessivamente sobre uma variedade de problemas cotidianos por pelo menos 6 meses. Pessoas com transtornos de ansiedade generalizada não conseguem se livrar de suas preocupações, mesmo que percebam que a sua ansiedade é mais intensa do que seria esperado pela situação. Pessoas com transtornos de ansiedade generalizada não conseguem relaxar e têm dificuldade de concentração. Muitas vezes, as pessoas com transtornos de ansiedade generalizada têm dificuldade para dormir. Sintomas físicos que geralmente acompanham a ansiedade incluem fadiga, dor de cabeça, tensão muscular, dores musculares, dificuldade de engolir, tremedeira, irritabilidade, sudorese, náusea, ir ao banheiro freqüentemente, sentir falta de ar, e ter ondas de calor. Os transtornos de ansiedade generalizada afetam duas vezes mais as mulheres do que os homens.

Como tratar e controlar a ansiedade

Quando o nível de ansiedade é normal, as pessoas podem interagir socialmente e manter um trabalho. Já em casos de ansiedade severa, a pessoa tem dificuldade de desempenhar simples atividades rotineiras.

Os transtornos de ansiedade generalizada são geralmente tratados com medicamentos e psicoterapia cognitiva comportamental, porém também deve-se tratar condições coexistente, se elas ocorrem, como alcoolismo e depressão.

Se você acha que tem muita ansiedade deve procurar um clínico geral que poderá determinar se os sintomas são de transtornos de ansiedade generalizada, de outra condição médica, ou de ambos. Se o transtorno de ansiedade generalizada for diagnosticado, o paciente geralmente é encaminhado a um médico especialista na saúde mental para que possa tratar e controlar seus sintomas.

Uma vez começado o tratamento com medicação, é importante nunca interrompê-la abruptamente. Certos remédios devem se descontinuados gradualmente sob supervisão médica, ou reações adversas podem ocorrer.

Dicas para ajudar a tratar e controlar a ansiedade mais eficientemente

Muitas pessoas com transtorno de ansiedade generalizada se beneficiam de juntar-se a um grupo de ajuda e compartilhar seus problemas com outros. Conversar com um amigo de confiança pode lhe dar apoio. Meditação e técnicas de controle de estresse podem ajudar pessoas com ansiedade a se acalmar e elevar os efeitos do tratamento. Há evidência preliminar também de que exercício físico aeróbico pode ter um efeito calmante. Porém, tudo isso não é substituto do tratamento médico profissional.

Uma vez que cafeína, certas drogas ilícitas e até alguns remédios vendidos sem prescrição médica podem agravar os sintomas dos transtornos de ansiedade generalizada, eles devem ser evitados. Verifique com seu médico antes de tomar qualquer remédio adicional.

A família é muito importante para ajudar uma pessoa a tratar e controlar a ansiedade. A família deveria dar apoio e não trivializar o transtorno de ansiedade ou cobrar melhoras sem tratamento.

Tratamento do transtorno de ansiedade

Remédios podem ser combinados com psicoterapia para tratar e controlar transtornos de ansiedade, e esse é o melhor método para muitas pessoas.

Como tratar e controlar a ansiedade com remédios e medicamentos

Os remédios não curam o transtorno de ansiedade, mas podem o controlar enquanto a pessoa recebe psicoterapia. A medicação deve ser prescrita por um médico, geralmente um psiquiatra, o qual pode oferecer psicoterapia ou indicar alguém para realizá-la.

Como tratar e controlar a ansiedade com psicoterapia

A psicoterapia envolve conversar com um profissional treinado, psiquiatra ou psicólogo, para descobrir o que causa o transtorno de ansiedade e como lidar com seus sintomas. A psicoterapia cognitiva comportamental geralmente é muito útil para tratar transtornos de ansiedade. Para ser eficiente, a psicoterapia cognitiva comportamental deve ser direcionada às ansiedades específicas da pessoa e deve ser moldada às suas necessidades. Não há efeitos colaterais, a não ser o desconforto da ansiedade temporariamente aumentada. A psicoterapia cognitiva comportamental deve durar pelo menos 12 semanas.

DEPRESSÃO INFANTIL






Depressão infantil
Embate entre teoria e prática caracteriza o diagnóstico e o tratamento da depressão infantil

A intervenção médica e terapêutica em casos de depressão infantil pode se tornar mais adequada às diferentes realidades. Uma pesquisa de doutorado realizada pela antropóloga Eunice Nakamura busca auxiliar profissionais da área da saúde a compreenderem que há outras noções e significados da doença. A pesquisadora investigou as diferentes maneiras com que médicos, veículos de imprensa e famílias de baixa renda encaram o transtorno.

"Os familiares de crianças deprimidas costumam agir como um 'filtro' à investigação psiquiátrica", afirma a antropóloga, que apresentou seu estudo na Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH) da USP. De acordo com a pesquisadora, as famílias fazem um "arranjo" a partir do que encontram na imprensa e no discurso dos psiquiatras. "Cada grupo tem sua própria lógica de compreensão, embora todos repitam os conceitos científicos", aponta.

Eunice analisou artigos publicados na mídia impressa entre 1999 e 2003 e entrevistou médicos e familiares de crianças com depressão. Segundo ela, a rede de informações disponível a respeito da depressão infantil mescla conceitos científicos e dados mais simplificados. A mídia, ao mesmo tempo em que transmite definições técnicas, simplifica certos dados, "permitindo que uma noção de doença se torne comum". "É preciso considerar o papel da imprensa de levar informações às pessoas leigas. Para isso, a simplificação é necessária", destaca.

Eunice consultou nove famílias de crianças com depressão, cujas idades variavam entre 6 e 12 anos. Todas elas recebiam atendimento no Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina (HC/FM) da USP e eram moradoras da periferia de São Paulo. A pesquisadora obteve informações a respeito do modo com que os familiares encaravam o problema da depressão infantil, o comportamento da criança e sua adequação ao tratamento médico.

"Os familiares costumam inserir a depressão infantil no rol de seus problemas e insatisfações, como dificuldades econômicas, desemprego e acesso precário a serviços e lazer", conta Eunice. "As famílias demonstraram um incômodo perante o comportamento da criança, que se transforma em mais um problema com o qual se deve lidar". Para a antropóloga, isso demonstra que a noção científica de depressão, embora aceita, não é a única forma de se explicar o desenvolvimento da doença. Afinal, a depressão infantil não é apenas colocada entre os diversos problemas enfrentados pela família, mas também atribuída a essa série de dificuldades.

Eunice consultou oito psiquiatras do HC envolvidos no tratamento dessas crianças e concluiu que os médicos vêem nos familiares uma espécie de "filtro de informações". "O médico se encontra num embate entre a literatura científica e a prática, na qual a família percebe a depressão infantil de uma forma particular", explica.

Segundo os médicos entrevistados, os familiares muitas vezes confundem os sintomas da depressão com comportamentos descritos como "manha" ou "birra". Por isso, o tratamento fica sujeito ao "grau de tolerância da família com relação ao comportamento da criança. O médico, então, procura intervir nesse comportamento, por meio de medicamentos e psicoterapia, a qual possibilita um maior acesso ao paciente".

Entretanto, muitas das crianças, devido a problemas financeiros, não são submetidas à psicoterapia, pois o deslocamento numa grande cidade demanda gastos muitas vezes incompatíveis com o orçamento de famílias da periferia. "Para os médicos entrevistados, a depressão está vinculada à noção de mau funcionamento e, conseqüentemente, à necessidade de ajuste das crianças, mas essa intervenção é muitas vezes restrita em função da realidade vivida pelas famílias", ressalta Eunice.
Fonte: Flávia Souza , Agencia USP, 18/04/2005.