segunda-feira, 6 de julho de 2009

COMPORTAMENTO SEXUAL DURANTE O ENVELHECIMENTO



Com a evolução da educação, da medicina e da qualidade de vida, reduziu-se o impacto das doenças e o ser humano passou a viver mais tempo. Assim, a saúde em idades mais avançadas adquiriu relevante papel, destacando-se nesse contexto a sexualidade saudável.

Muitos imaginam que os idosos não realizam sexo. É verdade que, na maioria dos casos, há redução das manifestações da sexualidade com o envelhecimento, mas essa diminuição varia conforme o indivíduo, sua saúde geral e o grupo cultural a que pertence.

Com o passar dos anos, as mudanças na atividade sexual levam a pessoa à lentificação e à redução da intensidade das diversas respostas ao estímulo erótico.

As principais alterações masculinas são: redução da freqüência de relações sexuais, diminuição do interesse, menor número de ereções matinais e menor freqüência de masturbação. Mas a redução desta última se dá em menor proporção, de forma que passa a ser uma atividade mais freqüente que as relações sexuais, após certa idade.

Os indivíduos que apresentam maior freqüência de atividade sexual quando jovens têm menor declínio, quando mais velhos. Nos que têm menor freqüência ao longo da vida, o declínio é proporcionalmente maior, sendo semelhante, ao se comparar casados e solteiros.

Nas mulheres também ocorre redução de interesse pela atividade sexual, com consequentemente redução da capacidade de obter orgasmo. Tal redução parece ser mais importante do que a dos homens, mas se pode dizer que o efeito do envelhecimento sobre a sexualidade é comparável em ambos os sexos.

Ao longo da vida ocorrem, portanto, alterações na resposta sexual. Essas mudanças se dão de forma lenta e gradual, permitindo que os parceiros se ajustem a uma atividade menos intensa, porém ainda prazerosa.

Fonte(s):


• Bancroft J. Human sexuality and its problems. 2nd ed. Edinburgh: Churchill Livingstone; 1989