segunda-feira, 6 de julho de 2009

ADOLESCENTE - A "pílula do dia seguinte"




Definição

Segundo reportagem publicada pelo jornal Folha de São Paulo, a FEBRASCO (Federação Brasileira das Sociedades de Ginecologia e Obstetrícia) define pílula do dia seguinte como um método anticoncepcional de emergência em que são utilizadas altas dosagens de hormônios. Exige prescrição médica, não provoca abortamento e não pode ser rotina na vida da mulher.

Ação no corpo

Esse método anticoncepcional age no corpo, modificando o endométrio (membrana que reveste o útero) e impedindo a implantação do óvulo neste útero. Esta ação protege a mulher da gravidez indesejada, portanto.

Uso

A Federação acima citada relata que a pílula do dia seguinte deve ser tomada até 72 horas após a relação sexual. Existem dois esquemas:

1. Combinação de altas doses dos hormônios estrogênio e progesterona. Quatro comprimidos, tomados aos pares a cada 12 horas;

2. Doses altas de progesterona em dois comprimidos, com intervalo de 12 horas entre cada um.

Efeitos colaterais

1. Náuseas (em 50-70% dos casos)

2. Vômitos (em 22% dos casos)

3. Dor nas mamas

4. Dores abdominais

5. Tontura

6. Perturbação do ciclo menstrual

Contra-indicação

O uso da pílula do dia seguinte é contra-indicado para a mulher que:

1. está grávida;

2. apresenta doença hepática;

3. tem histórico de trombose e embolia

Eficácia

A FEBRASCO (Federação Brasileira das Sociedades de Ginecologia e Obstetrícia) aponta 85% de eficácia para esta medicação. Ou seja, de cada 100 mulheres que tomam (corretamente) a pílula do dia seguinte, 85 delas obtém o efeito procurado (evitar a gravidez indesejada).

Fonte(s):


• Folha de São Paulo. Reportagem de Fabiane Leite, 4/11/2001, Caderno Cotidiano, p. C6.